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Prisão de Beto Richa preocupa ex-governadores que renunciaram mandato para disputar eleição

A situação do ex-governador do Paraná, Beto Richa, preso junto com a esposa em Curitiba em operação do Gaeco realizada no amanhecer desta terça-feira, 11, em um condomínio de luxo, onde mora, em área nobre da capital paranaense, está causando pavor em outros ex-governadores que são investigados pela por supostos envolvimentos em esquemas de corrupção, malversação do dinheiro público ou improbidades administrativas, mas que não poderiam ser presos pela justiça de primeira instância em função do foro privilegiado pelo poder que detinham.

A notícia da prisão do todo poderoso governador paranaense que fazia parte da cúpula tucana e que deixou o governo do Paraná para buscar uma vaga ao senado, pretendendo assim garantir mais oito anos de foro especial, onde só quem mexe é o Supremo Tribuna Federal (STF), se confunde a outros governadores, que tentam a mesma manobra e agora rezam pela morosidade da justiça, para que não sejam importunados em campanha.

Dentre os ex-mandatários estaduais que estão com a pulga atrás da orelha, com um olho na campanha e outro na porta, temos em Rondônia Confúcio Moura  (MDB), que responde a processos por improbidade administrativa desde quando foi prefeito de Ariquemes. Já no governo do estado, em 2014, Moura foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos na Operação Plateias, que investigou organização criminosa formada por lobistas e agentes públicos responsáveis por fraudar e dirigir licitações em Rondônia.

Na época, o então governador foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal para prestar depoimento e depois foi liberado. No apartamento de Confúcio, a Polícia Federal prendeu o afilhado do ex-governador, Rômulo da Silva Lopes, condenado pela justiça, junto com outros servidores e empresários envolvidos no esquema. O prejuízo aos cofres do Estado é estimado em R$ 57 milhões.

 

‘Fundo de propina’.

A investigação da Operação Plateias, iniciada em 2012 em Rondônia, apurou que empresas interessadas em participar nos processos licitatórios no Estado precisavam doar financeiramente, formal ou informalmente, para campanhas eleitorais. As licitações eram direcionadas para serem vencidas por empresas do esquema. Foi criado até um “fundo da propina”, que chegava a movimentar R$ 2 milhões por mês. Os contratos corrompidos, segundo a Polícia Federal ocorreram nas secretarias da Saúde e Justiça, entre outras, e superam R$ 290 milhões.

Os mandados da Operação Plateias foram cumpridos em Rondônia, Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e no Distrito Federal. Uma das conduções coercitivas ocorre na Espanha.

 

Mais um enrolado

Outro ex-governador que está com as barbas de molho, ressabiado com a prisão do colega paranaense é Marconi Perillo, de Goiás. No último mês de abril o Superior Tribunal de Justiça (STJ) repassou a ação penal a que ele responde, para a primeira instância.

Conforme o órgão, a medida foi tomada após o político deixar o cargo como governador de Goiás. O ex-governador goiano foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), por corrupção passiva, em março de 2017. Além dele, na época, também foram denunciados o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish, presidente do Conselho de Administração da empresa, e Cláudio Abreu, ex-diretor regional da Delta, todos por elo com o esquema.

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