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Governo de Rondônia conscientiza a população sobre a importância da autorização para doação de órgãos

Os órgãos doados e captados são direcionados aos pacientes que aguardam em uma lista de espera unificada e informatizada, em uma mesma base de dados

Com os serviços da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecido para Transplante (Cihdott) restabelecidos neste mês de novembro no Complexo Hospitalar Regional de Cacoal, o Governo de Rondônia conscientiza a população sobre a importância da autorização para doação de órgãos. Vinculada à Central Estadual de Transplantes, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em Rondônia, o serviço foi paralisado por conta da pandemia.

Desde 2013, quando o serviço da Cihdott foi implantado na “Capital do Café”, 112 protocolos de morte encefálica foram abertos. Destes, 62 entrevistas familiares puderam ser realizadas e 25 famílias autorizaram a doação de órgãos no Complexo Hospitalar.

“Para que todo esse sistema funcione, ressaltamos a importância da conscientização da população em relação a este tema. É muito importante que todos aqueles que desejam ser doadores de órgãos avisem suas famílias, manifestando este desejo. Esta é a única forma de se expressar, pois não existe documentação ou registro na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) que manifeste a vontade de um doador. A autorização da família é fundamental, conforme prevê a Lei nº 9.434”, explica Leiri Bonet, coordenadora da Cihdott de Cacoal.

Vale ressaltar que, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil o diagnóstico de morte encefálica é regulamentado por uma Resolução do Conselho Federal de Medicina, que determina a obrigatoriedade da realização mínima dos seguintes procedimentos: dois exames clínicos que confirmem coma não perceptivo e ausência de função do tronco encefálico; exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica. “Fechado o diagnóstico de morte encefálica, é feito o contato com a família e colocada essa possibilidade. É um direito de cada família optar ou não pela doação de órgãos. Quem decide são os familiares e, por isso, a importância de avisar a família quando há a intenção de ser doador”, reforça Leiri Bonet.

Além da doação de órgãos ser feita por paciente com morte encefálica diagnosticada, é possível que a doação seja feita também por qualquer pessoa saudável e capaz, que concorde com a doação, nos termos da lei, e que esteja apta a realizá-la sem prejudicar sua própria saúde.

“Rondônia está avançando e isso é incrível. Ainda não são todos os órgãos captados e transplantados em nosso Estado, mas já demos um salto muito grande nesse sentido. Captamos e transplantamos rins e córneas e já colocamos à disposição de outros centros, fígados doados por pacientes rondonienses e captados dentro do nosso Estado. Já foi feita em Rondônia tanto a captação de órgãos de doadores com diagnóstico de morte encefálica e também de doadores vivos. Doar órgãos pode salvar muitas vidas e por isso temos equipes multidisciplinares envolvidas em todo esse processo, desde médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais”, finaliza Leiri Bonet.Por Giliane Perin/Secom

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