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Justiça manda soltar dois suspeitos na participação de morte de policiais militares

Porto Velho, RO – O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho determinou a soltura de dois acusados de envolvimento nos assassinatos tenente José Figueiredo Sobrinho e do sargento Márcio Rodrigues da Silva, ocorridas no dia 10 de outubro na região de Mutum-Paraná, zona rural de Porto Velho. 


Luciano Pereira da Silva e Charles Aguimar Rosa assinaram Termo de Compromisso e terão que se apresentar ao Juízo uma vez a cada dois meses ou sempre que forem convocados pela Justiça para informar e justificar atividades, além de se recolher no período noturno e nos dias de folga do trabalho lícito. 

O primeiro acusado, Luciano taxista, foi solto porque, segundo a Justiça não há evidências que o coloque na cena do crime, apesar estar sendo acusado pelos investigador5es de ser o responsável pelo transporte das armas até o acampamento dos milicianos. O MP também foi favorável à soltura dele. 


Com base nessa premissa, o juiz assim disse em seu relatório: 


“O que se verifica, por ora, é que as testemunhas que colocam Luciano no cenário de tráfico de armas o faz com base em “ouvi dizer” de terceiras pessoas, o que revela o não conhecimento direto do fato. Portanto, reconhece-se que os fatos imputados ao Requerente merecem ser apurados e invocam especial atenção da polícia, mas se mostram, por ora, frágeis a justificar uma segregação cautelar, que é uma medida gravosa a ponto de restringir não só a liberdade do segregado, como também limita a possibilidade de sustento desse indivíduo e o coloca em um ambiente extremamente perigoso, que é o sistema prisional, “populado” por criminosos de potencial periculosidade, integrantes de facções criminosas e afins”. 


Em Relação ao acusado Charles, o popular “Barbicha”, é pedreiro e afirma que foi surpreendido com sua fotografia sendo exibida pelo Whattsapp como acusado de um crime que não cometeu. Por isso se entregou à Polícia. O Juízo levou em consideração as alegações da defesa de que ele possui ocupação lícita, não ter antecedentes criminais e não há sinais de que vá fugir da cidade para não responder às acusações. 


Veja o que disse o juiz José Gonçalves da Silva: 


“é preciso garantir que as investigações sejam conduzidas de forma imparcial, técnica e precisa, sem excessos, para garantir que pessoas eventualmente inocentes não sejam indicadas como envolvidos ou relacionadas a prática de um crime de tamanha barbárie.Nesse sentido, é digno de elogios o engajamento e compromisso da polícia civil para promover a elucidação completa dos fatos, com celeridade e qualidade probatória, inclusive com a designação de uma de suas melhores equipes investigativas para conduzir o inquérito policial. Adentrando à análise do pedido, vê-se que no desenrolar das investigações, surgiu o nome de Charles Aguimar, através de menções por testemunhas e reconhecimentos fotográficos. “Fonte: O OBSERVADOR

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