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A forçação de barra do Governo Rocha para perdoar R$ 1,3 bilhão da dívida da Eletrobrás com Rondônia a preço de banana

Agora, o Estado usa a página de Comunicação institucional para insinuar que o Judiciário vê o acordo com bons olhos. Será que vê mesmo?

Porto Velho, RO – O governador de Rondônia Coronel Marcos Rocha, hoje sem partido, quer porque quer perdoar R$ 1,3 bilhão da dívida da Energisa com o Estado.

Mas é um insistência que beira a teimosia, e isto a despeito de a grande maioria da sociedade rondoniense ser contra, dado que pode ser checado em qualquer veiculação virtual sobre o tema: a favor da sacanagem, não há uma só viva alma além dele próprio, dos membros do seu estafe administrativo e agregados temporários, os denominados comissionados, servidores públicos de ocasião.

E o militar está insistindo no assunto porque, de acordo com o Palácio Rio Madeira, esses R$ 800 milhões seriam imprescindíveis à aplicação imediata na área da Saúde, justamente em decorrência do caos no setor, este experenciado especificamente por conta do avanço do novo Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2).

Não há, por outro lado — e só para fixar paralelo a fim de que o [a] leitor [a] entenda a situação –, a mesma preocupação financeira quando observamos o processo de pagamento da BuyerBR [aquela da ex-parceira de negócios de Júnior Gonçalves, chefe da Casa Civil], a tal empresa atravessadora do laboratório Hangzhou Realy Tech Co Ltd dos kits de teste rápido para detecção do Coronavírus. É, apenas para refrescar a memória, um negócio de R$ 10,5 milhões no total.

Este, aí sim, imbróglio econômico que causou prejuízos à sociedade, até porque o prazo garantido era inviável, inaplicável, e, mesmo assim, especialmente sabendo que os testes à época não tinham registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Estado quis pagar mais de R$ 3 milhões adiantados. E pagou. Por sorte, a Justiça bloqueou, após pedido do Ministério Público (MP/RO), reitere-se, o disparate na conta da BuyerBR, pois a ingenuidade da gestão Rocha, para dizer o mínimo, escrachou-se ante à questão dando forma e nomes ao amadorismo administrativo.

Agora, em vez de deixar o empreendimento brigar no mesmo Judiciário para resguardar seu direito a receber, se é o que tem, o Estado de Rondônia é quem pleiteia na 2ª Vara da Fazenda Pública a liberação dos recursos na conta da empresa, agindo como advogado do Diabo, de graça, mesmo após ter sido lesado e violado nas mais variadas formas em diversos critérios do acordo travado sem licitação.

Esse é apenas um dos inúmeros arquétipos que poderíamos usar para ilustrar a aberração intentada pela turba do Executivo estadual.

Voltando à benesse tributária da Energisa.

Essa permissividade concessiva, cedida, claro, às custas do chapéu alheio, e que no caso, fique claro, é debitada na conta do povo de Rondônia, não na do carioca Marcos Rocha, é sintoma clássico de que a doença à qual enfrentamos não está ligada apenas ao vírus, mas também, e principalmente, às mãos moles e ao pulso quebrado de quem nos gerencia.

O próprio Tribunal de Contas (TCE/RO) se manifestou quando usado em determinado canal de mídia como órgão autorizador do dispêndio; obviamente, fora obrigado a veicular Nota de Esclarecimento rechaçando o uso inadequado de suas credenciais para chancelar ou não processos que sequer passaram pela sua alçada.

Governo de Rondônia expõe com orgulho sua característica de vendilhão ao exaltar o perdão da dívida da Energisa / Reprodução

Por Rondoniadinamica

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