Home / Policial / Policia Civil de Rondônia alerta população sobre golpes virtuais

Policia Civil de Rondônia alerta população sobre golpes virtuais

Além das fraudes em sites de compras, crescem as mensagens falsas por As facilidades proporcionadas pela internet têm aumentado o fluxo de compras on-line, mas é preciso atenção para não cair em golpes. O Núcleo de Combate às Defraudações da Polícia Civil que faz o alerta e orienta a população sobre quando adquirir produtos ou serviços pela internet, confira os requisitos básicos de segurança para não ter prejuízos futuros.

O delegado do Núcleo, Swami Otto Barboza Neto, alerta que todos os dias são registradas ocorrências policiais relacionadas a golpes praticados por diversos meios, porém, tem ocorrido um expressivo aumento nos casos praticados pela internet. “Essa é uma prática das mais comuns nos dias atuais. Há muitos casos de compras que a vítima é levada a depositar valores ou fornecer seus dados bancários em sites que estão ofertando a venda de determinados produtos, porém, trata-se de um golpe”, explica o delegado.

No ambiente virtual, há pessoas que visam aplicar inúmeros golpes utilizando identidades falsas. “A fraude mais comum é conhecida como o “golpe do OLX”. Os aplicativos de vendas on-line, como OLX e assimilados, não possuem sistema que permita uma compra segura para o consumidor, que garanta que possa receber seu dinheiro de volta, caso haja algum problema na venda. Esses aplicativos apenas servem como uma espécie de “classificados”, sendo que a negociação se dá diretamente entre anunciante e comprador. Dessa forma, muitas pessoas são levadas a depositar valores em contas bancárias indicadas pelo suposto vendedor, acreditando que assim estará adquirindo o bem que deseja. Porém, muitas vezes o anúncio era falso, o produto não existia e o suposto vendedor desaparece”, alerta Swami.

GOLPES VIRTUAIS

O delegado Swami ressalta ainda que, os golpes mais comuns nesses últimos meses foram os praticados por meios digitais, que são: o “Golpe do OLX”; “clonagem do WhatsApp”; o golpe de mensagens simulando ser uma empresa bancária pedindo para o cidadão atualizar dados cadastrais por meio de um link por sms, que levará a uma página falsa onde a vítima fornece seus acessos bancários; e financiamentos e empréstimos bancários com documentos fraudados.

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma nova prática de crime usada pelos golpistas da internet. “As fraudes envolvendo o Auxílio Emergencial do Governo Federal, muitos daqueles que são beneficiários do auxílio são pessoas simples e com pouca instrução, e, em razão disso, são pessoas que têm tido dificuldade em realizar o cadastro no banco. Criminosos se valem disso e oferecem “ajuda” em sites ou através de mensagens enviadas por SMS ou WhatsApp, onde a vítima acaba fazendo contato pedindo ajuda, só que acaba sendo lesada, de alguma forma perdendo o valor do auxílio”, relata o delegado.

O cidadão que sofrer golpe virtual é instruído a guardar todos os documentos referentes ao golpe, registrar ocorrência policial, realizar contato com a empresa bancária, caso tenha sofrido clonagem de cartão ou aparelho celular, e em caso da vítima realizar depósitos bancários, comunicar o gerente do banco em que possui conta.

DICAS PARA COMPRAS ON-LINE

Quanto às compras on-line, o consumidor precisa ficar atento em algumas situações, para não ter prejuízo financeiro. Algumas dicas são importantes:

  1. Verificar a idoneidade da empresa;
  2. Verificar se o site possui certificação digital e formas de compras seguras (como Paypal, Mercado Pago, entre outros);
  3. Observar a qualidade dos textos (sites falsos costumam ter erros grosseiros de redação);
  4. Pesquisar a reputação da empresa (busca no Google e em sites como o “Reclame aqui”, há muitas informações que ajudam a identificar os casos de golpes);
  5. Pedir indicação de pessoas que já tenham comprado naquele site;
  6. Sempre desconfiar quando as promoções são exageradas (os criminosos costumam fazer a vítima achar que está fazendo um grande negócio);
  7. Guarde sempre todos os comprovantes da compra.Elaine Barbosa | Secom – Governo de Rondônia

Facebook Comments