Home / Politica / Bloqueio na BR-364 ameaça desabastecimento e governador do Acre pede a Marcos Rocha para resolver problema

Bloqueio na BR-364 ameaça desabastecimento e governador do Acre pede a Marcos Rocha para resolver problema

PONTA DO ABUNÃ – Com mais de 40 horas interditada pela população da Ponta do Abunã, o bloqueio da BR-364 começou a causar problema para os habitantes do estado do Acre. O bloqueio acontece no quilômetro 1042, distrito de Extrema, organizado por pais de alunos e lideranças locais em protesto pela falta de ônibus escolar para transportar as crianças da zona rural para a aula

O secretário municipal de educação de Porto Velho, Márcio Felix, esteve no local acompanhado por vereadores, mas os manifestantes exigem a presença do prefeito e sequer deram ouvidos a Márcia e sua comitiva.

Com o endurecimento da posição dos manifestantes e a letargia das autoridades rondonienses, quem se viu obrigado a correr atrás de uma solução foi o governador do Acre, Gladson Cameli. Ele já fez contato com o governador de Rondônia, Marcos Rocha, pedindo a intervenção, para evitar maiores problemas aos acreanos.

Em entrevista ao site newsrondonia.com, o governador acreano foi questionado sobre quais medidas o chefe do executivo acreano adotará para evitar os prejuízos e como vai garantir assistência aos motoristas parados no trecho bloqueado. Cameli informou que telefonou ainda nessa terça-feira (09) para o governador rondoniense e pediu sensibilidade para resolver o caso.

O governador do Acre entende que a população tem o direito de fazer as manifestações desde que não fira a constituição, garantindo o direito de ir e vir do cidadão. As autoridades do Acre continuam monitorando a situação do bloqueio e entende que a situação é simples de ser resolvida.

“Quero aqui dividir a responsabilidade tanto do Acre quanto Rondônia. Se não tivermos um diálogo aberto com todos que fazem esse tipo de manifestação que vai prejudicar quem não tem culpa alguma, não vamos chegar a lugar nenhum. Eu tive sim contato com ele ontem, estamos nesses trâmites para que a gente possa achar essa solução”.

De acordo com Gladson Cameli, o que não pode é politizar a situação. “Não digo que esse seja o caso, mais temos outros mecanismos para resolver esse problema. E não vejo necessidade desse bloqueio”, disse ele deixando claro que fará o necessário para contribuir na resolução da questão.

O manifesto na região da Ponta do Abunã que conta com três distritos de Porto Velho começou nas primeiras horas da terça-feira (09). O ponto mais crítico é em Extrema onde os manifestantes que receberam a visita de uma Comissão da Prefeitura de Porto Velho e da Câmara de Vereadores além do Ministério Público ignoraram o pedido de desbloqueio e só desocupam a estrada após o envio de ônibus escolares e o início das obras de revitalização dos ramais.

Facebook Comments

Comentar

Seu endereço de email não será publicado.Campos marcados são obrigatórios *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>