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Manifestação por Justiça em caso de professora morta a pauladas pelo ex-marido

Aos gritos de Justiça e segurando cartazes com os dizeres “Somos a voz da Jô” ou “Parem de nos matar! Chega de feminicídio”, dezenas de participantes, homens, mulheres e amigos da vítima foram às ruas da capital em protesto ao caso que terminou em morte.

A maioria das pessoas que participaram da mobilização estavam vestidas de preto em sinal de luto pelo assassinato da educadora. Também fizeram um minuto de silêncio, cantaram “Caminhando”, de Geraldo Vandré, e oraram.

A concentração dos manifestantes começou na Faculdade Fimca, em Porto Velho, por volta das 19h. Depois disso, o grupo realizou uma caminhada e retornou para a instituição de ensino.

A mobilização contou, ainda, com uma roda de debate, onde assuntos em alusão à Justiça e ao crime de feminicídio estavam em pauta.

Joselita Félix teria sido morta a pauladas pelo ex-companheiro no último domingo (17), em Candeias do Jamari. Um dia antes de ser assassinada, ela mandou áudios para uma amiga dizendo que pretendia entrar com uma medida protetiva contra Ueliton Aparecido.

Ele segue preso pelo crime de feminicídio cometido contra a professora. A audiência de custódia dele foi realizada nesta terça-feira (19). O corpo da vítima foi enterrado também nesta última segunda sob forte comoção de amigos, alunos e professores.

O boletim de ocorrência que trata da morte da professora foi registrado no dia do crime como feminicídio e tentativa de homicídio contra o pai dela, de 74 anos. O idoso segue internado no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho.

Ele tentou impedir a agressão contra a educadora no momento em que ela foi atacada, mas ficou ferido. Conforme boletim médico, o homem sofreu escoriações na cabeça, mas o estado de saúde dele é estável.

Trajetória

Aos 47 anos, Joselita era servidora municipal de Porto Velho, mas atualmente morava em Candeias do Jamari para cuidar dos pais, um casal de idosos.

Joselita Félix era graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Rondônia desde 1992 e também tinha bacharel em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e Letras de Rondônia (2007).

Após o caso de feminicídio, internautas se revoltaram e fizeram postagens pedindo Justiça para a educadora. Uma aluna postou, no domingo, que a educadora sempre motivou os alunos a estudarem. “Nos acompanhou, nos viu crescer. Nos estimulava a estudar. Às vezes umas brigas, uns puxões de orelha, mas muita alegria, aprendizado e comilança”, relembra.

Nesta segunda, o prefeito Hildon Chaves (PSDB), de Porto Velho, divulgou nota lamentando a morte da servidora pública.

Fonte: Mayara Subtil e André Felipe, G1 RO, Rede Amazônica

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