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Atlético-PR vence Junior-COL nos pênaltis e é campeão com recorde de público

Diante de 40.263 pessoas, o maior público da história da Arena da Baixada, em Curitiba, o Atlético-PR sofreu ao máximo e esteve perto da derrota várias vezes, mas venceu o Junior Barranquilla nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e conquistou o título da Copa Sul-Americana.

O Furacão, que havia arrancado uma igualdade também em 1 a 1 há uma semana, em Barranquilla, foi melhor no primeiro tempo e fez 1 a 0, com gol do matador Pablo. Entretanto, a partir da segunda etapa, o Junior dominou, marcou um na etapa final, com o experiente Teo Gutiérrez, e ainda poderia ter virado o placar no tempo extra, mas Barrera desperdiçou uma penalidade.

Os indícios dados pela equipe colombiana, com péssimo aproveitamento em pênaltis em competições internacionais, se confirmaram. A equipe rubro-negra venceu por 4 a 3 na disputa decisiva e levantou sua primeira taça continental em competições oficiais, 13 anos depois de ter sido vice-campeã da Taça Libertadores.

O Atlético, aliás, estará na Libertadores do ano que vem e ainda disputará a Recopa Sul-Americana contra o River Plate, com jogos nos dias 20 de fevereiro, em Curitiba, e 6 de março, em Buenos Aires.

De quebra, o time rubro-negro enfim conquistou o recorde de público na sua casa, que pertencia ao Paraná, com 39.414 torcedores na vitória sobre o Internacional por 1 a 0, pela Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado.

O Atlético entrou em campo para a decisão com equipe completa. Pablo chegou a ser dúvida por ter sentido o tornozelo na ida, há uma semana, mas jogou e foi decisivo. No Junior, o lateral-esquerdo Gabriel Fuentes e o atacante Teo Gutiérrez, capitão da equipe’, voltaram depois de terem cumprido suspensão.

O clube paranaense anunciou na terça-feira uma reformulação na identidade visual, com novo escudo e novos uniformes, além de ter voltado a se chamar “Athletico”, mas as novidades só serão usadas a partir do ano que vem.

O Furacão começou o jogo com tudo, pressionando o ‘Tiburón’, e esteve perto de abrir o placar aos cinco minutos do primeiro tempo. Nikão teve falta para cobrar na ponta e optou por encher o pé em vez de cruzar de maneira mais colocada. Pablo desviou de cabeça e tirou tinta do travessão.

Sufocado até então, o Junior teve a primeira chance aos 12 minutos, em bom passe de Gutiérrez para Barrera, mas o chute de primeira também foi por cima. Na resposta atleticana, aos 14, Lodi levantou, e Cirino cabeceou da direita para o meio buscando Pablo, mas Pérez cortou pelo alto.

A pressão dos donos da casa foi aumentando e o gol parecia questão de tempo. Aos 23, Renan Lodi teve espaço pela esquerda, bateu forte e parou em bonita defesa de Viera.

Até que aos 25 minutos a torcida rubro-negra pôde comemorar. O time colombiano saiu jogando errado, Léo Pereira recolheu e deu para Pablo. O centroavante tabelou com Raphael Veiga, recebeu na entrada da área e bateu rasteiro de primeira para acertar o canto direito e fazer 1 a 0.

O Junior até passou a atacar mais após ficar em desvantagem, mas cometia muitos erros. Aos 35, Barrera cruzou da direita e Gutiérrez já estava pronto para cabecear para a rede, mas Thiago Heleno se antecipou e fez corte providencial.

Ainda antes do intervalo, aos 44 minutos, Nikão recuperou no campo de ataque e passou para Lucho González. O argentino bateu de primeira e cedeu tiro de meta.

Na volta do vestiário, com menos de um minuto, Pablo quase aumentou a diferença. Rapahel Veiga fez mais um ótimo passe para o camisa 5, que arrematou cruzado. Viera desviou levemente, mas o suficiente para colocar para escanteio.

Porém, o lance foi isolado. O Junior retornou do intervalo com tudo na busca pelo empate. As duas primeiras investidas, aos oito e aos 11, foram de Díaz, mas a primeira ficou em intervenção de Santos, e a segunda foi bloqueada por Jonathan no carrinho.

Aos 12, aconteceu o empate. Díaz cobrou escanteio pela esquerda, Díaz desviou na primeira trave e Gutiérrez completou para a rede na saída do goleiro atleticano, que desta vez nada pôde fazer.

Os visitantes não se contentaram com a igualdade e continuaram em cima. Aos 14 minutos, Gutiérrez puxou contra-ataque pela direita e deu para Cantillo, que colocou Díaz na cara do gol. Entretanto, o camisa 23 chutou fraco e Santos salvou.

Só dava Junior, e a virada parecia iminente. Aos 21, Gutiérrez dominou perto da meia-lua, cortou da esquerda para o meio e finalizou a centímetros da trave direita. Dois minutos depois, Díaz acertou a rede, mas pelo lado de fora.

Acuado, o Atlético foi se soltando, mas criava pouco e ainda passava por apuros em contra-ataques dos visitantes. Aos 32, González, que entrou em lugar de Sánchez, limpou dois defensores, mas teve o chute interceptado pelo terceiro. Mais tarde, aos 37, o próprio González foi ao fundo pela direita e rolou para Teo, que poderia ter batido ou tocado de primeira, mas optou pelo domínio, errou e facilitou o corte.

Os donos da casa ainda estiveram perto de evitar a prorrogação em duas ocasiões, ambas com Nikão, mas a bola não entrou. Aos 46 minutos, Raphael Veiga cobrou falta e o meia cabeceou em cima do goleiro. Aos 48, ele bateu de primeira da entrada da área, rente ao poste esquerdo.

O Atlético se organizou melhor para o tempo extra, mas o Junior ainda incomodava. Aos seis minutos da etapa inicial, Gutiérrez matou no peito na área e emendou uma meia-bicicleta, mas mandou por cima.

A prorrogação foi emocionante, com chances para os dois lados. Aos 12 minutos, González cortou Thiago Heleno na área, caiu e pediu pênalti, mas nada foi marcada. No contra-ataque, pela esquerda, Rony deixou dois na saudade, mas foi derrubado com falta pelo segundo.

O cansaço não influenciou no talento e na categoria de Gutiérrez, que aos três minutos do segundo tempo fez lindo lançamento para González, que passou por Jonathan e sofreu pênalti de Santos. Mas, assim como na semana passada, o Junior errou. Pérez havia batido no travessão em Barranquilla, e na última quarta Barrera isolou. Foram oito erros nas últimas nove cobranças em torneios internacionais durante o tempo normal ou prorrogações.

Na disputa derradeira, o time colombiano até acertou três vezes, com Narváez, Pérez e o goleiro Viera, mas errou outras duas, com Fuentes e Gutiérrez. O Atlético acertou quatro, com Jonathan, Raphael Veiga, Bergson e Thiago Heleno, e foi campeão apesar da falha de Renan Lodi.

Ficha técnica:.

Atlético-PR Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González (Wellington), Raphael Veiga e Nikão (Marcinho); Marcelo Cirino (Rony) e Pablo (Bergson). Técnico: Tiago Nunes.

Junior Barranquilla: Viera; Piedrahita, Gómez (Ávila), Pérez e Fuentes; Cantillo, Narváez, Sánchez (González) e Barrera (Moreno); Teo Gutiérrez e Díaz. Técnico: Julio Comesaña.

Árbitro: Roberto Tobar (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e Claudio Ríos.

Cartões amarelos: Jonathan e Wellington (Atlético-PR); González, Narváez, e Gómez e Piedrahita (Junior Barranquilla).

Gols: Pablo (Atlético-PR); Teo Gutiérrez (Junior Barranquilla).

Pênaltis: Jonathan, Raphael Veiga, Bergson e Thiago Heleno acertaram – Renan Lodi errou (Atlético-PR); Narváez, Pérez e Viera acertaram – Fuentes e Gutiérrez erraram (Junior Barranquilla).

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