Rota de rodovia que vai interligar Rondônia ao leste da Bahia é discutida em Brasília



O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) possui um projeto em andamento sobre a rodovia BR-242, também denominada como Milton Santos, que corta o Brasil transversalmente. A intenção é estendê-la ao Estado de Rondônia fazendo-a prosseguir até o Oceano Pacífico. Para debater as melhores rotas de modo a viabilizar economicamente a construção, o diretor-geral do órgão, general Antônio Santos Filho reuniu-se com o vice-governador de Rondônia, José Jodan na última sexta-feira (14).

Com a presença de parlamentares e prefeitos de Rondônia e Mato Grosso, além de empresários e representantes da sociedade civil, o encontro teve a apresentação virtual do traçado a ser desenvolvido para a conclusão da rodovia. O diretor de Planejamento e Pesquisa do Dnit, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello demonstrou a situação da rota que contorna reservas indígenas e liga os estados da Bahia, Tocantins, Mato Grosso e Rondônia.

Na explicação do diretor, a conexão com o Estado de Rondônia, ainda está em pesquisa. “É um longo trecho a ser estudado. Podemos usar vias existentes para baratear os custos”, demonstrou. Para Luiz Guilherme, a melhor direção da rodovia é manter o traçado do projeto até Mato Grosso e em seguida encontrar-se com a BR-364.

Uma possibilidade foi explicada por Jodan, que solicitou à área técnica que avance na opção da BR-242, ao sair de Mato Grosso siga até Machadinho do Oeste. Para ele, utilizar a BR-364 para novos fluxos rodoviários vai estrangular a rodovia. “Temos a opção de reativar o antigo Porto II de Novembro no Rio Machado, que pode receber embarcações de grande porte”, afirmou. O vice ainda ressaltou que os portos de Porto Velho já estão trabalhando próximos ao limite.

A ideia foi acatada pelos presentes e segundo, o diretor de pesquisas do Dnit, conforme o projeto vai avançando, estas discussões vão ajustando o melhor acesso da BR. Luiz Mello ainda detalhou que conjuntamente ao traçado está sendo elaborado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Evtea). “Com um Evtea excelente poderemos embasar as licenças ambientais e ter a viabilidade para toda a obra”, concluiu.

O general Santos Filho ressaltou que o Dnit monitora também a questão da legislação pertinente ao trecho no Estado de Rondônia, bem como eventuais demandas que o órgão vier a requerer da unidade federativa. O objetivo é que em poucos anos o projeto possa estar concluído.Também participaram da reunião, o senador de Rondônia Marcos Rogério, o superintendente de Integração do Estado de Rondônia, Augusto Leonel, Pedro Marcelo Fernandes Pereira, prefeito em Cujubim, Levi Ribeiro, prefeito em São José do Rio Claro – MT, Iraldo Ebertz, Ex Prefeito de Tapurah – MT, Gilberto Cattani, deputado Estadual de Mato Grosso e assessores.

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