Empatia e profissionalismo marcaram a trajetória de Cléo Subtil no jornalismo; veja as homenagens prestadas após sua morte



Jornalista por mais de 20 anos, Cleonice Subtil de Oliveira Matias marcou sua geração com pautas investigativas e humanitárias, e foi inspiração para diversos estudantes de jornalismo em Rondônia. Cléo, que foi mais uma vítima da Covid-19, morreu na madrugada de quarta-feira (5), deixou três filhos e uma legião de fãs.

Cléo Subtil morreu aos 47 anos de idade. Ela lutava contra a Covid-19 desde o dia 20 de abril, dois dias depois de perder o marido para a doença. A jornalista estava internada há 14 dias na UTI do Cemetron, com complicações nos pulmões e rins. Na noite de terça-feira (4), ela foi transferida para o Hospital de Base, onde passaria por uma cirurgia no tórax, mas, antes de realizar o procedimento, não resistiu e veio a óbito.


Cléo começou sua carreira na comunicação como repórter, depois de ter aceitado um convite para fazer uma seleção em uma emissora de televisão local. A jornalista ingressou na Rede Amazônica em 1995 e desde então ocupou vários cargos, entre eles, o de repórter e também de editora-chefe dos telejornais da emissora.

Dentre as atividades que realizou, Cléo já reportou notícias do agro, policial, política e alegrou a casa de muitas pessoas com pautas sobre solidariedade e alegria.


Sensível, a jornalista ensinou para seus alunos do Curso Técnico em Rádio e TV, da Fundação Rondônia, local onde lecionou por anos, a importância da empatia no jornalismo. Atualmente, a jornalista fazia parte da equipe de comunicação da Prefeitura de Porto Velho.




Homenagens

"Perda irreparável para o jornalismo humanitário", disse a jornalista Elaine Maia.


Elaine Maia, com quem Cléo trabalhou por mais de 25 anos, relatou ainda que a jornalista "sempre se posicionou acima de qualquer coisa pelo próximo" e pediu para "que seu legado seja sempre lembrado no jornalismo e na vida. Uma pessoa intensa, que acalmava a alma daquele que mais precisava."



Nas redes sociais, amigos manifestaram condolências. Entre eles, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

A jornalista Marínda Moura também usou as redes sociais para lamentar a perda da amiga, com quem dividiu pautas há 24 anos.

"Perdemos todos essa criatura intensa, inconformada com injustiças, que sempre defendeu os ideais de um jornalismo ético, que sempre honrou e amou a família acima de tudo, os amigos, os mais frágeis, os menos favorecidos", disse Maríndia nas redes sociais.

Em vídeo, Marcelo Freire, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia (Sinjor), disse que o sindicato lamenta a morte da jornalista.

“Foi uma excelente profissional. Lutou pela credibilidade na informação, sempre pautada pela ética, seriedade, daquilo que ela recebia de missão pra cumprir no exercício da profissão.”


O Superintendente de Comunicação da Prefeitura de Porto Velho, Domingues Júnior, disse: "Cléo estava dedicando toda a sua capacidade, experiência e humanidade para tornar nossa redação um ambiente onde cada colega pudesse dar o seu melhor. Contando as histórias da prefeitura e levando a informação como deve ser. E ela sabia fazer como poucos."


A Rede Amazônica, local onde a jornalista começou sua carreira profissional no jornalismo, emitiu nota de pesar.



Rede Amazônica emita nota de pesar após morte da jornalista Cléo Subtil em Rondônia — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Veja outras homenagens dos amigos nas redes sociais:



Sobrinho de Cléo Subtil usou as redes sociais para lamentar a perda da tia — Foto: Reprodução/Redes Sociais




Jornalista lamenta morte da colega de profissão Cléo Subtil — Foto: Reprodução/Redes Sociais


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia, também manifestou condolências após a morte da jornalista. Em nota, a polícia destacou a importância da Cléo no jornalismo da região. Veja:

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