Categorias da saúde estão insatisfeitas com as atitudes enganosas da SESAU sobre ajuda de custo

Hospital de Campanha recebeu 421 pacientes entre casos suspeitos e confirmados com a Covid-19, dos quais 80,34% tiveram alta por cura

O governo do Estado de Rondônia, prometeu uma gratificação de cerca de R$ 800 reais para cada profissional da enfermagem que estivesse trabalhando na linha de frente nos hospitais no combate ao Covid-19.

Segundo informações, os enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e fisioterapeutas não gostaram de terem sido esquecidos pelo governador Marcos Rocha e o “Homem do gorro” que responde pela Sesau, ficando de fora do mísero recurso para enfrentar o mais mortal vírus dessa pandemia.

O descontentamento aconteceu agora porque saiu uma lista dos hospitais que vão receber o tal “benefício” e muitos dos que estão na linha de frente não poderão ser agraciados porque o governo não considera “linha de frente” o trabalho desses profissionais.

Segundo enfermeiros, o hospital “Cosme e Damião” por exemplo, está na lista, mas, nem todos os profissionais estão.

A SESAU fez uma divisão indevida no conceito desses profissionais, porque lá funciona da seguinte forma: Tem a classificação de risco para os pacientes, onde existe uma Ala para receber primeiramente os suspeitos de Covid-19, onde é levado ao chamado Posto 1 para poder fazer o exame de detecção ou não do vírus. Do Posto 1, ele sobe para o Posto 3, onde tem uma enfermaria reservada para receber os suspeitos, onde todos os profissionais de saúde ficam também utilizando o mesmo espaço porque é o seu trabalho.

Quando sai o resultado do exame Covid do paciente, estando positivado, ele vai para o Posto 2, Ala reservada para o tratamento de Covid, na visão do governo local.



A reclamação geral dos profissionais da saúde é que, até o paciente positivado chegar ao Posto 2, ele já andou o hospital todo, como por exemplo a técnica da ambulância que o levou para fazer outros exames correlatos para diagnóstico ou não da doença. Os técnicos do Posto 3 também fazem atendimentos porque não podem deixar nenhum paciente sem atender.

No próprio “Cosme e Damião” tem crianças e pais suspeitos de Covid e todos entram em contato direto com o vírus.



A Alegação do “Homem do gorro” é que esses profissionais do Cosme não têm direito à gratificação porque não trabalham no Posto 2, que foi designado para atender o paciente positivado, ignorando todo o espaço restante por onde passa o doente desse vírus e que entra em contato com praticamente todos do hospital.

Servidores que entraram em contato com o Jornal Nahoraonline, disseram que a revolta na categoria é muito grande e já pensam em paralisação no atendimento.

Carlos Terceiro, nahoraonline

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