Covid-19: com produção local de vacinas, Europa pode ver “luz no fim do túnel”, diz comissário



A aceleração das entregas de vacinas permite que a Europa veja “a luz no fim do túnel”, apesar da terceira onda de Covid-19 que está varrendo o continente, disse o comissário europeu Thierry Breton neste domingo (28).

“Temos agora 52 fábricas trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana na Europa para produzir vacinas contra a Covid-19″, disse o comissário europeu para o Mercado Interno, responsável pelo monitoramento da fabricação de vacinas, ao canal LCI.

“Temos capacidade para produzir e entregar aos nossos concidadãos as 360 milhões de doses previstas para o final do segundo trimestre e as 420 milhões que são necessárias para começar a falar de imunidade coletiva e alcançá-la até meados de julho”, acrescentou Breton.

Ele já havia argumentado na semana passada que a Europa poderia alcançar imunidade coletiva em 14 de julho, a data nacional francesa.

“Já vemos a luz no fim do túnel”, disse ele, estimando que ainda vai demorar mais algumas semanas para que a propagação do vírus se torne limitada, ao mesmo tempo em que a população possa ser vacinada de forma significativa.

“Teremos de fato que acelerar [a vacinação], mas agora sabemos que o conseguiremos a nível industrial”, insistiu.

Disputas com o Reino Unido

Quanto às entregas da vacina AstraZeneca, em meio a uma acalorada disputa entre Bruxelas e Londres, Thierry Breton reiterou a posição da Comissão: “Enquanto a AstraZeneca não cumprir as suas obrigações [perante a União Europeia], tudo o que será produzido em solo europeu será destinado aos europeus. ”

A UE suspeita que o laboratório sueco-britânico está privilegiando o Reino Unido em detrimento dos 27 países do bloco europeu.

“Os britânicos são incapazes de fazer a política de vacinação sozinhos”, observou Breton.

“A Grã-Bretanha precisava produzir hoje apenas 10 milhões de vacinas. Já entregamos 20 milhões de doses para ajudar os britânicos. Eles dependem totalmente de nós”, continuou Breton, avaliando que o governo de Boris Johnson enfrenta um “problema” de estoques para dar a segunda dose aos britânicos que já receberam a primeira.

“É um pouco como na [fábula de La Fontaine] ‘A Cigarra e a Formiga’: em vez de guardarem a segunda dose, preferiram dar a primeira a todos, sem reservas ”, disse.

(Com informações da AFP)

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