Aumento no preço da gasolina afeta o bolso do motorista


No último ano, o custo de vida no Brasil subiu de forma considerável, o que transparece nos mais diferentes itens, desde alimentos e bebidas até vestuários, artigos de habitação, educação e transporte. Em novembro, a alta foi a maior registrada nos últimos cinco anos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta de preços acumulada no último ano é de 4,22% (acima dos 3,52% registrados nos 12 meses anteriores). Os custos para manter um automóvel devem ser considerados por quem pensa em comprar um. O aumento no preço da gasolina impactou as finanças dos motoristas que, após abastecerem o veículo, se viram com menos dinheiro no fim do mês para arcar com outras despesas.

Contudo, fazer um bom planejamento financeiro e uma análise constante dos gastos mensais te permite adequar os gastos, além de conseguir dinheiro com carro. Uma opção para isto é buscar um refinanciamento, por exemplo.

Combustível

Esse item foi o maior responsável pelo aumento do custo registrado no Brasil em relação aos transportes no período. Além da gasolina (1,17%), outros combustíveis também sofreram aumento em seu preço, como o óleo diesel (0,53%), o gás veicular (0,55%) e o etanol (4,02%).

Outro ponto que ajuda a compreender o aumento no campo de transportes foi o custo de automóveis novos (1,07%). Em contraposição, viu-se uma redução no custo de passagens aéreas e nos ônibus intermunicipal e interestadual.

Aumentos sucessivos

Desde o início de 2021, o preço da gasolina no país registrou três aumentos sucessivos, chegando aos atuais R$2,60 (preço inicial, antes de a gasolina passar por toda a cadeia produtiva que acaba por elevar o valor até o preço final, que pode chegar a uma média de R$5,60).

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar uma política de preços para a gasolina e o diesel que possui dois pilares: a paridade com o mercado internacional (também conhecido como PPI e que inclui custos como aqueles referentes às taxas portuárias e frete de navios). A nova política prevê, pelo menos uma vez por mês, avaliações para revisões de preços.

Economizar

Existem algumas estratégias boas para reduzir o consumo de combustível. É fundamental abastecer o seu veículo em um posto de confiança para não correr o risco de colocar gasolina adulterada, que acaba por danificar o motor (o que gera custos ainda maiores).

Outra dica fundamental é seguir com a manutenção do carro em dia, sobretudo no que se refere ao cabo de vela, alinhamento e balanceamento. Tente manter a velocidade do veículo constante, sem picos de aceleração ou freadas bruscas (ações que aumentam o consumo de combustível).

Quando estiver dirigindo, respeite a troca de marchas (para manter a compatibilidade entre o giro do motor e a marcha escolhida), selecione melhor os momentos de deixar o ar-condicionado ligado, não acelerar o carro quando ele está desengatado (já que isso também pode desgastar as peças e diminuir a vida útil do veículo) e evitar levar muito peso no carro (acima de 10 quilos).

Também é recomendável verificar com regularidade as condições dos pneus, já que, quando murchos, eles impactam diretamente o rendimento do veículo, o que acaba por consumir mais combustível.

Por fim, fique atento quando o carro parar perante o farol e evite acelerar desnecessariamente, pois isso esvazia o tanque mais rapidamente. O melhor é desacelerar o veículo paulatinamente antes de frear por completo. Se o carro está engrenado, mas sem acelerar, a injeção eletrônica envia menos combustível para o motor.

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